quarta-feira, 15 de agosto de 2012

“Vai um chicletinho aí?”

Você sabia que na antiguidade os gregos já mascavam chicletes? E, há diversos estudos evidenciando que este hábito pode provocar desde a melhoria do humor até gastrites e ulcerações estomacais.
Mas, um estudo recente feito com estudantes da Universidade Britânica de Cardiff divulgou que o hábito de mascar chiclete pode prejudicar potencialmente a memória de curto prazo. Ou seja, mesmo que a atitude de mastigar chicle favoreça a concentração, como já é provado cientificamente, ele impede a consolidação da memória em curto prazo. Isto significa que não adianta está concentrado se após o período não vai lembrar-se de praticamente nada.  Nem do que viu, nem do que ouviu e nem do que tocou! Isto mesmo.  A pesquisa foi dividida em três experimentos que mostraram que o hábito de mascar chicletes vigorosamente ou em velocidade normal pode prejudicar também a memória do tato.
Além disso, chicletes possuem na composição diversos aditivos químicos que podem sobrecarregar o fígado, levando ao acúmulo de toxinas no organismo que aumentam a predisposição para distúrbios como obesidade, infertilidade, diabetes e câncer.
E, como estamos em uma época de promoção e preservação do meio ambiente, o chiclete é considerado um poluente ambiental, pois, demora cerca de cinco anos para ser degradado.
Definitivamente, não vou mais mascar chiclete a partir de hoje! =D

Fonte:
SMITH, A. Effects of chewing gum on stress and health: a replication and investigation of dose-response. Stress and health; 2012.
KOZLOV, M.D.; HUGHES, R.W.; JONES, D.M. Gummed-up memory: chewing gum impairs short-term recall. The Quarterly Journal of Experimental Psychology; 65: 510-513, 2012.
ALVES, R. Mascar chiclete prejudice a consolidação da memória de curto prazo. VP Consultoria Nutricional. Disponível em 08/08/2012.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Fazer mal ou não a barriga...

Adágio popular do tempo da minha avó. O que faz ou não bem a barriga, na realidade, refere-se a alimentos que podem comprometer o trato gastrintestinal, pois este, a muito se descobriu ser o maior órgão linfoide do corpo, ou seja, responsável pela proteção e combate a componentes que podem provocar doenças. Isso mesmo! ele não é apenas responsável pela digestão de alimentos, mas também é um órgão imunológico. Porem, não trabalha sozinho nesta função. Ela é desempenhada graças à parceria com as bactérias que, harmoniosamente, povoam o nosso trato gastrointestinal (TGI), e que são modernamente chamadas de microbiota intestinal. Estes microrganismos têm a função de proteger-nos de bactérias patogênicas e sintetizam vitaminas e outros nutrientes essenciais para nós.
A má orientação alimentar e o consumo de antibióticos são os principais responsáveis pelo desequilíbrio da microbiota intestinal, alem do avançar da idade, que naturalmente leva a diminuição desta. Por isto é imprescindível manter a flora gastrointestinal saudável para o nosso bem estar. Mas, como fazer isso? É aí que entram os alimentos ricos em prébióticos (fibras presentes nas frutas e vegetais), próbióticos (alimentos como os leites fermentados e iogurtes) e simbióticos (união dos dois anteriores). O consumo destas substâncias tem aplicações clínicas no tratamento da intolerância a lactose, constipação intestinal, prevenção e tratamento da diarréia, aumentam a absorção de cálcio, reduzem a absorção do colesterol e até previnem infecções respiratórias em crianças, dentre outros.
Como estamos na época dos festejos juninos, deixarei aqui uma receita que combina bem com os gostos de casa... Meu Pai adora o sabor de milho verde. Se vamos a uma sorveteria qual o sabor predileto dele: Milho verde! Por mais incrível que pareça!!! Rsrs... Acho que lhe trás lembranças da infância no sertão na casa dos seus avôs. Minha mãe não sobreviveria sem coco em preparações doces e salgadas. Combinando Isto e aproveitando a época, decidi inventar um alimento amigo da “barriga”.

Iogurte Junino

Ingredientes
Leite à 1 L
Iogurte Natural à ½ copo (100 mL)
Milho verde cozido à 200 g
Leite de coco à  200 g
Açúcar cristal à 250 g
Canela em pó à para decorar

Técnica de preparo
Pasteurizar o leite caso não seja. Deixar a temperatura abaixar até menos de 45 ºC. Adicionar o iogurte cobrir e deixar em repouso por 12 a 18 horas. O iogurte está pronto! Liquidificar o milho com o leite de coco e o açúcar. Passar pela peneira para retirar o bagaço. É necessário que fique um sumo grosso e misturá-lo ao iogurte. Quando servir decorar com canela.